sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Portões de Embarque... Uma luta

Eu li a reportagem da VT de fevereiro de 2012 que fala a respeito da mudança dos portões de embarque nos aeroportos. Gostei muito de ter tocado neste assunto, mas uma coisa me deixou muito intrigado porque há uma pergunta, contudo não existe uma resposta, então eu gostaria de poder tentar explicar o que de fato acontece nos bastidores dos aeroportos.

Realmente nada nesta vida é permanente. A situação dos aeroportos brasileiros está à beira da calamidade, se já não está. Sabemos que quase cem por cento deles operam acima da sua capacidade, transportando um sem-número de passageiros pra lá e pra cá todos os dias.

Existe em alguns aeroportos o chamado Centro de Controle de Operações Aéreas, e ali estão as autoridades responsáveis pelo aeroporto em conjunto com um representante de cada companhia aérea. Porém, o que mais atrapalha a vida dos passageiros é que existem mais aeronaves pousando e decolando, do que posições em solo dentro dos aeroportos e estrutura física para atender toda essa demanda, por isso esse Centro de Controle está sempre intervindo e tentando ordenar a posição de cada avião que chega a determinado aeroporto.

Os motivos são variados tais como facilitar o embarque e desembarque de cadeirantes e algum vôo, atrasos corriqueiros como fechamento do aeroporto para decolagem e não para pouso, daí a aeronave que estava programada para estacionar em certa posição é remanejada para outro lugar, fazendo com que o vôo que a mesma assumiria também tenha seu portão de embarque alterado, a manutenção não programada, ou os diversos outros fatores que muitas vezes acaba não sendo de escopo do pobre coitado agente de aeroporto que também tem que correr de um portão para outro a fim de realizar o embarque dos passageiros.

Esperamos sinceramente que um dia possamos viajar melhor e também atender melhor os passageiros dentro dos nossos aeroportos. Depois do leilão e a entrega dos aeroportos às iniciativas privadas o que queremos de verdade é que haja uma mudança significativa e para melhor nos terminais, enquanto isso nós aguardamos pacientemente, atentos aos painéis de informações, sempre de olho nos nossos cartões de embarque e de ouvidos bem abertos para cada anúncio.

E com sua atenção, por favor. Clientes XYZ, do vôo 171998, com destino a Belém, com escalas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e demais conexões. Informamos que a aeronave que efetuará este vôo já se encontra em solo e quando autorizado seu embarque será realizado pelo portão de número dois, e desta vez sem alterações. Pela sua atenção, obrigado.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

HOMOFOBIA AÉREA... ERA SÓ O QUE FALTAVA!

Atriz lésbica diz ter sido expulsa de avião nos EUA após beijar namorada

Leisha Hailey (dir.) e Sarah Shahi integraram o elenco da série The L Word, que mostra o cotidiano de um grupo de lésbicas de Los Angeles (EUA)

Crime? Desrespeito? Má conduta? Atentado explícito ao pudor? O que pode ser denomidado um ato de carinho para com a pessoa que você ama? Sinceramente... abismado com a atitude da Southwest Airlaines. Simplesmente vergonhoso.

A atriz Leisha Hailey, que estrelou a série "The L Word" como uma jornalista bissexual, afirma ter sido expulsa de um voo da Southwest Airlines junto com sua namorada após ter dado um beijo nela, nessa segunda-feira (26). Hailey e a namorada Camila Grey, da banda Uh Huh Her, estavam em El Paso, no Estado americano do Texas.

No
Twitter, Hailey, 40, disse que a comissária de bordo teria dito que a Southwest "era uma companhia aérea familiar e um beijo não era ok" e que ela e sua namorada seriam escoltadas para fora do avião por terem se exaltado sobre o assunto.

"SouthwestAir apoia empregados homofóbicos. Desde quando é ilegal demonstrar afeto a quem você ama? Eu quero saber o que a Southwest Airlines considera uma 'família'", escreveu. Hailey também exigiu um pedido público de desculpas.

A companhia aérea soltou uma nota afirmando que "nós recebemos várias reclamações de passageiros que apontam para um comportamento excessivo. Nossa equipe, responsável pelo conforto de todos os clientes a bordo, abordou as passageiras baseado apenas no comportamento e não no gênero".
"O diálogo atingiu um nível que tornou melhor ser resolvido em terra, e não em voo", acrescentou.

* Com informações da Reuters e do On the Red Carpet

Iata diz que cias aéreas devem se preparar para tempos difíceis... E A CASA VAI CAIR

Hong Kong - A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) alertou nesta terça-feira (27) para tempos difíceis para a indústria da aviação. O presidente da Thai Airways, Piyasvasti Amranand, ainda disse que a turbulência nos mercados financeiros, como os da Europa e Estados Unidos, é "assustadora".
O diretor-geral e presidente-executivo da Iata, Tony Tyler, disse também que o sistema de comércio de emissões de carbono da União Europeia aumentará as pressões financeiras sobre as companhias aéreas, apesar de uma oferta de licenças gratuitas, que ele criticou como "ginástica linguística".
A associação já avisou que a fraca economia global levará a uma queda de 29% no lucro das companhias aéreas em 2012, para US$ 4,9 bilhões, e a uma redução de margens de lucro da indústria de 1,2% para 0,8% este ano.
"Há muita incerteza sobre a economia mundial, obviamente na Europa e Estados Unidos", disse Tyler a jornalistas.
A Iata, cujos 230 membros são responsáveis por mais de 93% do tráfego aéreo internacional, prevê um crescimento econômico global de 2,4% em 2012, abaixo da projeção de 4% feita pelo Fundo Monetário Internacional. "Não estamos prevendo uma recessão", disse Tyler.
Ainda assim, o crescimento global é altamente vinculado à performance financeira das companhias aéreas. Quando o crescimento cai abaixo de 2%, a indústria de aviação perde dinheiro, diz a Iata.
A volatilidade nos mercados financeiros na semana passada colocou mais pressão sobre a indústria da aviação.
"A recente crise do mercado é realmente assustadora", disse o presidente da Thai Airways. "As economias da Europa e dos Estados Unidos estão realmente desacelerando", disse ele.

Infraero autoriza empresa a usar o maior avião de passageiros do mundo em Guarulhos

BRASÍLIA - A companhia aérea Emirates já recebeu autorização da Infraero para usar o A380, superjato da Airbus com capacidade máxima para cerca de 800 passageiros, no aeroporto internacional de Guarulhos. O maior avião de passageiros do mundo, no entanto, ainda não tem data para estrear na rota São Paulo-Dubai. Por enquanto, o voo é feito pelo Boeing 777-300. No dia 3 de janeiro, a Emirates inaugura o trajeto Rio-Dubai, com saídas diárias.

Embora tenha a autorização para o uso do superjumbo em Guarulhos, a companhia árabe precisa da aprovação de outros dois aeroportos para pouso alternativo. Ou seja, para onde o voo possa ser desviado em caso de fechamento de Guarulhos - por exemplo, em razão de problemas meteorológicos. O Galeão, no Rio, e Viracopos, em Campinas, são prováveis alternativas. Mas nem a liberação desses aeroportos significa que o A380 será automaticamente implantado no Brasil.


Para isso, a Emirates ainda estuda a viabilidade econômica do superjumbo nos voos para São Paulo. A companhia depende também da entrega de novos jatos. Ela já tem 15 superjumbos em operação - para voos entre Dubai e cidades como Pequim, Xangai, Sidney, Londres e Paris - e previsão de receber outras 75 unidades até 2019. Kuala Lumpur, a partir de novembro, será o novo destino da Emirates usando o A380. A configuração tradicional da companhia para o avião é de 489 assentos - 14 na primeira classe, 76 na executiva e 399 na econômica.

O diretor-geral da Emirates no Brasil, Ralf Aasmann, se diz satisfeito com as operações da empresa no país e afirma que o voo São Paulo-Dubai tem obtido taxa de ocupação em torno de 80%. Só 10% dos passageiros brasileiros, no entanto, têm o emirado árabe como destino final. A maioria faz conexões.

O principal destino é a China. Em um esforço para impulsionar Dubai como destino de turismo, a Emirates lançou uma promoção por meio da qual os brasileiros podem "desdobrar" a passagem e fazer uma escala na cidade, sem custo adicional na parte aérea e com hotel a US$ 39 por noite, além de descontos em lojas parceiras.
"Dubai, apesar de ser um destino de luxo, também é um destino acessível", diz Aasmann, lembrando que a cidade tem cinco unidades da rede Ibis, por exemplo. "Quem vai a Dubai não precisa ficar em um hotel de US$ 2 mil a US$ 3 mil por noite."
A tarifa da Emirates no voo São Paulo-Dubai começa a partir de US$ 1.800, na classe econômica. O voo Rio-Dubai segue até Buenos Aires. O trecho entre o Brasil e a Argentina pode ser comprado separadamente.

(Daniel Rittner - Valor)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO... OU AO MENOS PARECE

Providências
A TAM afirma que providenciará alimentação e hotel para os passageiros em trânsito, que serão reacomodados nas próximas opções de voos disponíveis, após a reabertura dos aeroportos.
"Como as condições meteorológicas e a atividade do vulcão estão mudando constantemente, a companhia continuará avaliando a situação para retomar suas operações normais o mais rapidamente possível", diz a aérea em nota.
Em caso de dúvida, os clientes devem entrar em contato com a Central de Atendimento da TAM antes de se dirigirem ao aeroporto, de acordo com o país de embarque. Os números são os seguintes: Brasil (4002-5700 –capitais - e 0800-570-5700 - demais localidades), Argentina — (0 810 333 3333), Chile (56 2 6767 900) e Uruguai (000 4019 0223).
A GOL informou que irá providenciar alimentação e acomodação em hotéis. Já os clientes com viagens marcadas, para voos até o dia 13 de junho, com destino ou origem em cidades atingidas, poderão contatar a companhia pelo telefone 0800 7040465. Para efetuar a remarcação sem custos ou optar pelo cancelamento com reembolso integral da passagem, o passageiro deve entrar em contato pelo 03001152121.
Em comunicado, a Lufthansa informou que o voo que partiu nesta segunda-feira (6) à noite de Frankfurt e foi preventivamente desviado para Cumbica ocorreu em razão "das informações recebidas sobre a nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue-Caulle".
De acordo com a companhia, os 294 passageiros foram acomodados em um hotel e o voo rá decolar nesta quarta (8) às 6h30, com previsão de chegada a Buenos Aires às 8h. 
A Aerolineas Argentinas comunicou, em seu site, que os voos afetados pelo vulcão são para a Argentina e Chile. Novo comunicado deve ser colocado no site da empresa ainda nesta terça.

Vulcão + Aviação = MERDA

Se não bastasse a aviação por si só, chuvas, ventos fortes e a nossa excelentíssima senhora Infraero, ainda tem mais essa...

As nuvens do vulcão Puyehue, que entrou em erupção no final de semana no Chile, chegaram nesta terça-feira (7) ao espaço aéreo brasileiro, informou a FAB (Força Aérea Brasileira). As nuvens atingiram a fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai.
Segundo o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), órgão do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a camada de fumaça está concentrada na faixa de 5.200 a 7.600 metros de altitude.
“No momento, as nuvens afetam uma pequena porção do espaço aéreo brasileiro próximo a fronteira com o Uruguai”, informou o major Antonio Marcio Ferreira Crespo, gerente nacional do fluxo de tráfego aéreo.
Segundo ele, há previsão de modificação de rotas e destinos de forma que as aeronaves não pousem em aeroportos impactados pelas nuvens. Até a tarde desta terça, no entanto, o maior impacto nos aeroportos brasileiros está, segundo o major, “muito mais relacionado a problemas meteorológicos do que propriamente em relação a nuvens vulcânicas”.

Voos entre o Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Peru estão prejudicados nesta terça-feira (7) em razão da nuvem de cinzas do vulcão Puyehue, no Chile, segundo as principais companhias aéreas e a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) dos aeroportos  internacionais brasileiros.
A companhia aérea TAM informou, em nota, o cancelamento de 32 voos em razão do fechamento dos aeroportos de Buenos Aires (Argentina); da previsão de fechamento do aeroporto de Assunção (Paraguai) na tarde desta terça; e da obstrução das rotas de voo entre Brasil, Montevidéu (Uruguai) e Santiago (Chile), para garantir a segurança dos passageiros.
A empresa aérea GOL cancelou 11 voos com destino a Buenos Aires, provenientes de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Porto Alegre, Assunção, Santiago, Córdoba e Rosário (Argentina), e também para estes locais provindos da capital argentina. Após passagem de cinzas de vulcão, voos começaram a ser retomados na Argentina na tarde desta terça.
A companhia aérea LAN cancelou 15 voos internacionais nesta terça com rotas entre Buenos Aires, Córdoba, Santiago, Montevidéu e Lima. A empresa informou que os passageiros, inclusive os brasileiros, poderão solicitar a troca das passagens sem multa ou requerer a devolução.
Um voo da Lufthansa que partiu de Frankfurt, na Alemanha, com destino a Buenos Aires, pousou nesta manhã no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, São Paulo, como medida de prevenção. A aérea não possui voos diretos de SP para Buenos Aires ou para Santiago.
No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, a Infraero informou que 16 partidas e cinco chegadas foram canceladas desde a 0h desta terça. Entre os voos estão sete da companhia aérea TAM, e um da companhia GOL com destino ao Aeroporto Ezeiza, na Argentina, proveniente de Lima.
Já a Infraero no Galeão afirmou que foram canceladas nove chegadas previstas: sete voos provenientes de Buenos Aires, um de Montevidéu e um de Córdoba, e 10 partidas, por falta de condições de visibilidade: oito para Buenos Aires, uma para Montevidéu e uma para Santiago. Ainda de acordo com a empresa, não há tumulto de passageiros no saguão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, por conta do movimento reduzido de baixa temporada.
A Infraero do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, informou que foram canceladas 10 chegadas e cinco partidas até as 16h30. Um dos voos, da empresa Taca, era proveniente do Peru, com chegada prevista para as 6h. As outras companhias com cancelamentos no aeroporto são a GOL, a TAM, Aerolineas Argentinas e Pluna.
Nesta terça, a Infraero em Brasília informa que 38,4% dos voos internacionais (56 ao todo) do país foram cancelados até as 18h. Nesta segunda (6), durante todo o dia, foram cancelados 29 voos (12,78% do total de vôos previstos).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Até que enfim uma notícia boa

A presidente Dilma Rousseff decidiu na última hora privatizar totalmente os aeroportos de Cumbica, Viracopos e Brasília por avaliar que a estatal Infraero não tem sido eficiente na operação aeroportuária e era preciso atrair empresas internacionais do setor para melhorar a qualidade dos serviços.


Até então, o governo havia optado pelo modelo de concessão administrativa, no qual a operação dos aeroportos continuaria com a Infraero e apenas a construção de novos terminais seria repassada à iniciativa privada --que ficaria com a exploração comercial das áreas.


Agora, segundo a reportagem apurou, a estatal vai, no máximo, compartilhar a operação desses aeroportos, que ficará sob comando do consórcio vencedor.


Diversas operadoras estrangeiras já demonstraram interesse pelo setor no país.